A palavra vem do inglês e entrou no vocabulário de quem usa sites e apps de encontros. Um catfish constrói uma personagem: usa fotografias tiradas das redes sociais de outra pessoa, inventa um nome, uma profissão e uma vida, e conversa contigo como se tudo fosse verdade. Do teu lado, parece uma ligação real. Do outro, a pessoa que vês não existe.
Os motivos variam. Há quem o faça por insegurança com a própria aparência, por solidão ou por curiosidade. Mas muitos perfis falsos são montados com um objetivo claro: ganhar a tua confiança e, mais tarde, pedir dinheiro. É aí que o catfish se transforma em burla romântica.
Há ainda casos menos frequentes, mas igualmente graves: perfis falsos usados para vigiar ou perseguir alguém, para assediar uma ex-companheira ou um ex-companheiro, ou para recolher fotografias e informação pessoal. Seja qual for o motivo, a base é sempre a mesma: uma mentira sobre quem está do outro lado.
A inteligência artificial veio complicar as coisas. Hoje é possível gerar fotografias realistas de pessoas que não existem, e estas imagens não aparecem numa pesquisa inversa porque são novas. Por isso, olhar só para as fotos já não chega: é preciso olhar também para o comportamento.
